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🌍🛡️ EUA e Irão acordam trégua de duas semanas — Europa saúda mas exige paz duradoura

Os Estados Unidos e o Irão acordaram um cessar-fogo bilateral de duas semanas, mediado pelo Paquistão, que suspende os bombardeamentos norte-americanos e reabre temporariamente o Estreito de Ormuz. As negociações para um acordo de paz deverão começar em Islamabad a partir de 10 de abril. Os líderes europeus saudaram a trégua com cautela. Ursula von der Leyen classificou-a como uma "desescalada muito necessária". Kaja Kallas descreveu-a como "um recuo à beira do abismo". Um comunicado conjunto de nove países, incluindo Espanha, França e Reino Unido, exigiu uma solução definitiva para evitar uma crise energética global. Israel rejeitou que o cessar-fogo abranja as suas operações no Líbano, contrariando o mediador paquistanês. Pedro Sánchez afirmou que não aplaudirá "quem provoca conflitos globais". A Europa permanece excluída do processo diplomático central, apesar de enfrentar consequências directas na segurança energética.

Dados

  • O cessar-fogo bilateral de duas semanas foi acordado na noite de 7 de abril, uma hora antes do prazo final imposto por Trump.
  • As negociações para um acordo de paz terão lugar em Islamabad a partir de 10 de abril, com base num documento iraniano de dez pontos.
  • Cerca de um quinto do petróleo mundial transita pelo Estreito de Ormuz, cuja reabertura temporária faz parte do acordo.
  • Uma proposta de resolução do Bahrein no Conselho de Segurança da ONU para desbloquear Ormuz foi vetada pela China e pela Rússia, com o apoio de 11 países.
  • Cerca de 15 países, sob liderança francesa, estão mobilizados para facilitar a retoma do tráfego marítimo no estreito.
  • Israel rejeitou que o cessar-fogo abranja as operações israelitas no Líbano contra o Hezbollah.

Citações

  • O acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão representa um recuo à beira do abismo, após semanas de escalada — Kaja Kallas
  • Qualquer ataque a infraestruturas civis, nomeadamente instalações energéticas, é ilegal e inaceitável — António Costa
  • Não aplaudiremos quem provoca conflitos globais, mesmo que depois tente apagar o fogo — Pedro Sánchez