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🇵🇹 💶 Miranda Sarmento admite que Portugal pode ter défice em 2026 devido à guerra e às tempestades

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, admitiu em Bruxelas, antes da reunião do Eurogrupo, que Portugal pode registar défice orçamental em 2026, apesar de o Orçamento do Estado prever um excedente de 0,1% do PIB. Em causa estão dois choques: o comboio de tempestades que atingiu a região Centro e a guerra no Médio Oriente, que fez o petróleo ultrapassar os 100 dólares por barril e o gás natural subir para cerca de 60 euros por MWh. O Governo aplicou na semana passada um desconto temporário de 3,55 cêntimos no ISP para mitigar o impacto nos combustíveis. Miranda Sarmento disse que a Comissão Europeia não deverá levantar objecções à medida, por ser extraordinária e temporária. O ministro reconheceu que o caminho orçamental "voltou a ficar bastante estreito", mas manteve o compromisso com a redução da dívida pública.

Dados

  • O OE 2026 prevê um excedente orçamental de 0,1% do PIB; o excedente de 2025 terá ficado ligeiramente acima dos 0,3% previstos.
  • O conflito no Médio Oriente (guerra dos EUA e Israel contra o Irão) começou a 28 de fevereiro de 2026.
  • O petróleo Brent negociava perto dos 103 dólares por barril a 9 de março de 2026, acima dos 100 dólares pela primeira vez desde 2022.
  • O gás natural rondava os 60 euros por MWh no mesmo dia.
  • O Governo aplicou um desconto temporário no ISP de 3,55 cêntimos por litro na semana anterior à reunião do Eurogrupo.
  • As declarações foram feitas antes da reunião do Eurogrupo em Bruxelas, a 9 de março de 2026.

Citações

  • Não podemos excluir situações de défice se as circunstâncias assim o impuserem, mas continuamos com o compromisso do equilíbrio das contas públicas, da redução da dívida pública. — Joaquim Miranda Sarmento
  • Os bons resultados de 2025 permitiam olhar para 2026 com um caminho um bocadinho menos estreito, mas, agora, com o comboio de tempestades e este conflito, o caminho voltou a ficar bastante estreito. — Joaquim Miranda Sarmento
  • Se esta tendência continuar, os preços vão subir em todos os países da União Europeia e em todos os países do mundo, portanto, os países vão ter de responder. — Joaquim Miranda Sarmento